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Audi e SAIC na China: elétricos podem abandonar os quatro anéis

Carro esportivo elétrico Audi SAIC EV roxo em ambiente interno moderno com janelas panorâmicas.

No meio do ano passado, a Audi comunicou que havia fechado uma parceria com a SAIC para criar uma nova família de carros elétricos exclusiva para o mercado chinês - que, internamente e de forma curiosa, recebe o codinome Purple (roxo).

Parceria Audi–SAIC e a família Purple de elétricos

Apesar do anúncio, quando esses modelos chegarem às lojas, é possível que não tragam o tradicional emblema dos quatro anéis, segundo o que a Reuters adiantou.

Conforme relatou uma fonte próxima ao tema, a escolha estaria ligada “à consideração da imagem da marca” e pode indicar o peso não apenas da SAIC, mas também de outros fornecedores chineses, no desenvolvimento dessa nova linha.

Pelo que foi informado, os futuros modelos deverão usar baterias da gigante CATL e soluções de assistência à condução da empresa chinesa Momenta. Já a base técnica, chamada Advanced Digitized Platform, ficaria a cargo da IM Motors, marca que faz parte do grupo SAIC.

Quatro anéis em risco? Novo símbolo ou apenas a inscrição Audi

Com isso, esses novos elétricos podem estrear com um emblema diferente - ou, alternativamente, trazer somente a inscrição Audi.

Vale lembrar que a marca alemã já comercializa veículos 100% elétricos na China, mas todos eles desenvolvidos dentro do ecossistema do Grupo Volkswagen: Q4 e-tron, Q5 e-tron (que não é vendido na Europa, embora também use a plataforma MEB do grupo) e Q6 e-tron. Esses modelos, por sua vez, seguem exibindo os quatro anéis.

Audi confirma três modelos, mas já se fala em mais

Em maio, a Audi informou que está trabalhando em três novos modelos totalmente elétricos para a China, posicionados nos segmentos D e E - algo comparável, por exemplo, aos novos A5 e A6. Ainda assim, de acordo com outra fonte, o planejamento já incluiria nove modelos até 2030.

A estreia do primeiro carro no mercado chinês é esperada para 2025. Já o primeiro protótipo deve ser apresentado no próximo mês de novembro, ocasião em que a Audi também vai explicar “a história da marca”. Esse ponto volta a reforçar o rumor de que a nova gama pode «perder» os anéis e adotar um logotipo inédito - algo que já apareceu em registros de patentes de alguns anos atrás.

Até o momento, a montadora alemã preferiu não se pronunciar sobre o que chamou de “especulação”. A SAIC, por outro lado, disse à Reuters que os elétricos serão “verdadeiros Audi, com ADN Audi autêntico”.

Na China para a China

A aliança entre Audi e SAIC faz parte da estratégia mais recente de eletrificação do Grupo Volkswagen, descrita como “na China para a China”.

A China é um dos mercados mais importantes para o Grupo Volkswagen, mas a trajetória recente tem sido complicada - no primeiro semestre deste ano, por exemplo, a Audi emplacou menos de 10 mil elétricos, enquanto rivais como NIO e Zeekr venderam oito vezes mais.

Hoje, o consumidor chinês tem demonstrado maior preferência por marcas locais, que tendem a entender melhor as demandas do próprio mercado. Além disso, neste momento, as fabricantes europeias vêm perdendo terreno na China em prazos de desenvolvimento, tecnologia (elétrica e de software) e preços.

A lógica parece ser a de “se não dá para vencer, melhor se juntar”: além do acordo entre Audi e SAIC, a própria Volkswagen também firmou uma parceria com a XPeng com o mesmo objetivo - criar uma nova plataforma e software.

Fonte: Reuters

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