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Renault corta preços de quase todos os seus SUVs

Carros elétricos Renault 2025 brancos expostos em showroom moderno e iluminado.

Em um momento em que, de modo geral, os preços dos carros zero quilômetro seguem em alta, a Renault - pela segunda vez neste ano - voltou a ir na contramão e reduziu os valores de quase toda a sua linha de SUVs.

Os quatro modelos Captur, Arkana, Austral e Espace, inclusive, passaram a ter preços inferiores aos praticados em 2023. Ficaram de fora apenas três veículos: Symbioz, Rafale e Scenic, já que só agora estão chegando a Portugal.

No começo do ano, vale lembrar, a Renault já havia decidido “esmagar” o preço do Megane E-Tech 100% elétrico: a versão de entrada caiu de 38 350 euros (preço em 2023) para 32 990 euros.

Esta é a nova composição de preços da marca francesa:

SUVs da Renault mais baratos do que em 2023

A queda de preços, segundo a marca, atinge quase todos os seus SUVs, com Captur, Arkana, Austral e Espace posicionados abaixo do que custavam em 2023. Já Symbioz, Rafale e Scenic não entraram nesse movimento por estarem apenas agora chegando ao mercado português.

Esmagar margens ou esmagar custos?

Durante um evento realizado em Alandroal, no Alentejo, a fabricante explicou de que maneira conseguiu baixar os preços praticados em seus modelos.

Conforme André Ferreira, diretor de operações e marketing da Renault, “esse reposicionamento de preço começou há cerca de dois anos em conjunto com a nossa rede de concessionárias”.

Ao ser questionado se a redução teria vindo de uma diminuição das margens, André Ferreira voltou a destacar que se trata de um “trabalho conjunto, que não passa apenas pela questão das margens”.

Ele também relembrou que houve “ganhos evidentes que a empresa está conseguindo trazer, pela especialização da eletrificação da Ampere”. “O novo Renault 5, por exemplo, é mais barato de produzir do que o Zoe em cerca de 30%. É um ganho industrial significativo e que nós queremos compartilhar com os nossos clientes”.

A Ampere, por sua vez, é uma das novas unidades de negócios do Grupo Renault, totalmente dedicada ao desenvolvimento e à produção de veículos 100% elétricos.

Desde novembro, a Ampere já opera de forma independente e, de acordo com a Renault, deve alcançar receitas em torno de 2,8 mil milhões de euros ainda neste ano.

Reforço industrial em curso

Hugo Barbosa, diretor de comunicação, apontou ainda outro componente dessa estratégia: a “otimização dos recursos produzidos e as economias de escala: a plataforma CMF-B, comum ao Arkana e ao Captur, espera-se que, em 2030, tenha mais de três milhões de unidades, o que permite que os preços reflitam essa realidade”.

O mesmo raciocínio foi reforçado por José Pedro Neves, diretor-geral da Renault em Portugal:

“Não há segredos para ninguém, a redução passa por diminuir os custos de produção quer por efeitos de escala, quer por plataformas comuns, quer por parcerias com outras marcas da Aliança e não só.”

José Pedro Neves, diretor-geral da Renault

Em Portugal, a Renault atua não apenas com a sua gama de modelos, mas também por meio da unidade de produção em Cacia, onde são fabricados, entre outros componentes, caixas de câmbio que equipam veículos do Grupo Renault em todo o mundo.

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