Se você gosta de café, pode apostar: há mudanças no ar…
Para muita gente, começar o dia sem uma xícara de café é quase impensável. Há anos, essa bebida quente conquista pelo sabor e também pelo efeito estimulante ligado à presença de cafeína. Seja para dar aquela animada no coração, seja para despertar de manhã (ou em qualquer outro horário), é bem provável que você conte com o café para iniciar o dia nas melhores condições.
Atualmente, o Brasil é o maior produtor de café do mundo, e o arábica é o tipo mais popular, valorizado por um perfil mais suave e por uma maior finesse aromática na boca. Só que ele está sendo ultrapassado pelo café robusta - e, nos próximos anos, o seu café pode acabar com um gosto diferente.
Café arábica vs café robusta no Brasil: quem vai ganhar?
Embora o Brasil lidere a produção mundial de café - especialmente de arábica -, o país vem tendo dificuldade para manter o ritmo por causa do aquecimento global. Com temperaturas em alta e secas mais frequentes, cultivar grãos de café arábica ficou mais complicado do que nunca. Infelizmente, a tendência não é de melhora.
Diante desse cenário, muitos produtores brasileiros estão migrando para o cultivo de grãos de café robusta, que toleram melhor o calor e apresentam maior resistência a doenças. Hoje, o Vietname é o maior produtor de café robusta do mundo, mas o Brasil vem logo atrás e pode até ultrapassá-lo, apoiado por uma cadeia de produção mais bem estruturada.
Enquanto o café arábica é conhecido pelo sabor mais macio, o café robusta tem uma concentração de cafeína mais alta e um perfil mais intenso e mais amargo. Por isso, existe uma grande chance de o seu café não ser mais o mesmo nos próximos anos. E isso ganha ainda mais peso porque o robusta tende a ser mais barato do que o arábica - num contexto de alta constante de preços, é um fator que não dá para ignorar.
E os consumidores? Os mais jovens talvez nem percebam tanto. Afinal, muita gente prefere o café com leite, creme ou xaropes de vários tipos. Assim, a diferença entre arábica e robusta fica menos evidente, e a transição pode acontecer de forma mais “suave”. Se, num futuro mais ou menos próximo, o seu café parecer diferente do habitual, fique tranquilo: não são as suas papilas gustativas que estão falhando e pregando uma peça.
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