Coração-sangrento
Essa perene delicada e muito ornamental, rebatizada como Lamprocapnos spectabilis (antes classificada como dicentra), forma hastes arqueadas que, no fim da primavera e no começo do verão, ficam pendentes com flores em formato de coração. Chega a cerca de 90 cm de altura e se destaca especialmente em meia-sombra, porque cada haste cria uma sequência desses pequenos botões românticos. Para quem não gosta de tons rosa ou vermelhos, existem cultivares brancos, como o ‘Alba’, que combinam muito bem com plantas mais baixas, por exemplo saxífragas e heléboros.
Dicas de cultivo: Prefere locais frescos, úmidos e protegidos, embora também vá bem em um canteiro ensolarado. Ainda assim, afastá-la do calor do meio do dia e garantir que o solo permaneça úmido tende a prolongar o período de floração. Ela forma touceiras que podem durar muitos anos e não gosta de ser transplantada.
Também chamada de planta-coração, por causa das folhas suculentas e carnosas em forma de coração, essa espécie muito procurada costuma ser encontrada em centros de jardinagem. Muitas vezes, vende-se apenas uma única folha em formato de coração, que vira a atração principal do vaso.
Originária da Tailândia e do sul da China, essa planta pode, com condições adequadas, preencher o vaso com folhas grossas, firmes e em formato de “coração”. Porém, atenção: quando a compra é só uma folha em forma de coração colocada no substrato, na maioria das vezes ela não se desenvolve como planta completa, porque não se trata de uma estaca verdadeira de caule. Para ter uma que realmente cresça, é preciso procurar um exemplar com caule bem enraizado e outras folhas visíveis. Em plantas adultas, podem surgir flores em forma de estrela, em tons de creme e vermelho.
Dicas de cultivo: Em suculentas, excesso de água é um erro fatal: não regue demais. Só molhe quando o substrato estiver realmente seco ao toque; não jogue água sobre as folhas, apenas no solo. Mantenha em um local claro, com boa luminosidade, mas sem sol direto, e evite deixar perto de radiadores ou em pontos com correntes de ar. E, para aumentar as chances de ela durar, prefira comprar uma planta mais madura.
Colar de corações (Ceropegia woodii)
Nativa da África do Sul e do Zimbábue, essa suculenta pendente de interior produz hastes finas, quase como fios, com folhas cinza em formato de coração e verso levemente rosado. Fica perfeita em prateleiras altas, para cair em cascata, ou em vaso suspenso - inclusive ao lado de outras pendentes, como colar de pérolas e colar de golfinhos.
Dicas de cultivo: Deixe o substrato secar totalmente entre uma rega e outra e nunca permita que as raízes fiquem encharcadas, ou a planta morre. Se as folhas começarem a amarelar, remova a parte danificada e não regue novamente até o solo estar bem seco. Adube com fertilizante para plantas de interior duas vezes por ano e mantenha em um ponto bem iluminado, com luz indireta; gire o vaso de tempos em tempos para que todas as hastes recebam luz suficiente.
Anthurium andraeanum
Originária da América do Sul e do Caribe, e conhecida também como flor-de-flamingo, essa planta de interior de aparência tropical tem estruturas cerosas vermelhas em forma de coração (as chamadas espatas) e uma espiga central amarela ou creme, fáceis de reconhecer e capazes de trazer uma explosão de cor para qualquer ambiente interno. Também existem variedades em rosa, laranja e branco.
Dicas de cultivo: Como vem de regiões quentes e úmidas, o ideal é reproduzir essas condições. Deixe em um local morno e bem claro, fora do sol direto, em substrato ácido de boa drenagem sem turfa, e regue com água de chuva, de preferência em temperatura ambiente, permitindo que o terço superior do vaso seque entre as regas. Não use água fria da torneira, pois isso pode causar choque na planta. Para manter a umidade, ela pode se adaptar muito bem ao banheiro; como alternativa, borrife as folhas com regularidade.
Ciclame de interior
Como alternativa a um buquê de Dia dos Namorados, as flores delicadas - em tons de vermelho, rosa e branco - que surgem sobre as folhas verdes e acinzentadas em formato de coração tendem a durar mais do que muitos outros presentes florais, possivelmente por até seis semanas.
Dicas de cultivo: Se a intenção é manter a planta viva, o segredo é o frescor: ela não se beneficia de ficar perto de radiadores. Se não houver previsão de geada, dá até para deixá-la no vaso em uma varanda coberta, em um jardim de inverno sem aquecimento ou em uma estufa. Novamente, evite excesso de água: espere o vaso secar parcialmente e regue por baixo, colocando-o em uma vasilha rasa com água para o substrato absorver; depois da rega, garanta que o excesso escorra bem.
Como opção a um buquê de Dia dos Namorados, essas flores miúdas - vermelhas, rosas ou brancas - acima das folhas em formato de coração, verdes e cinzentas, costumam permanecer bonitas por mais tempo do que muitos outros presentes de flores, às vezes chegando a seis semanas.
Dicas de cultivo: Para que ela aguente, mantenha em ambiente fresco; colocá-la junto a radiadores não ajuda. Quando não houver geada prevista, é possível até deixá-la no vaso em uma área externa coberta, como uma varanda, ou em um jardim de inverno sem aquecimento ou estufa. E, mais uma vez, nada de encharcar: espere o substrato secar um pouco e faça a rega por imersão, apoiando o vaso em uma tigela rasa com água para que o solo puxe a umidade; ao final, deixe drenar completamente.
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