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BMW X7 reestilizado: novo visual, tecnologia do iX e motores atualizados

Carro SUV BMW X7 2025 azul metálico exibido em showroom moderno e iluminado.

A BMW acabou de submeter o X7, seu SUV mais imponente, a uma reestilização profunda. Além de motores novos e revistos, o modelo ganha uma dianteira inspirada na do novo Série 7 e passa a trazer as versões mais recentes dos sistemas de infoentretenimento e de assistência ao motorista que estrearam no elétrico iX.

É preciso reconhecer: coragem não falta na BMW. Mesmo depois das críticas ao visual frontal do novo Série 7, a marca bávara decidiu levar essa identidade para a segunda fase da “vida” do X7.

Com isso, o maior SUV da BMW passa a exibir faróis divididos, com luzes diurnas extremamente finas - como se observasse a paisagem com os olhos semicerrados. E, para quem quiser, ainda é possível configurar uma (enorme) grade frontal iluminada.

Quando as vendas estão em alta, fica mais fácil apostar em decisões desse tipo - e esse é o cenário do X7. O modelo vem tirando clientes de rivais (como o GLS da Mercedes-Benz) e, na Europa, está vendendo acima do esperado (embora os EUA ainda respondam por quase metade do volume, seguidos por China e Coreia do Sul).

Não é só uma nova face

A transformação, porém, não se limita ao conjunto óptico dianteiro: também houve uma atualização importante em tecnologia, como explica Marco Moeller, gerente de produto do X7: “quisemos colocar o X7 ao mesmo nível do iX”.

Por isso, o SUV passa a adotar do “irmão” elétrico tanto o painel quanto os sistemas de infoentretenimento e de assistência ao condutor.

Ainda assim, não dá para dizer que o X7 esteja além do que o mercado já oferece, já que o nível 3 de condução autônoma ainda não está disponível. O que existe, como no iX, é um sistema que permite ao X7 executar sozinho uma manobra cotidiana.

Na prática, o motorista precisa “ensinar” ao carro uma manobra específica com até 200 m (chegada em casa, entrada na garagem e estacionamento em uma vaga fechada, por exemplo). Depois de memorizada, o veículo consegue repeti-la no futuro sem ajuda.

Por enquanto, o motorista deve permanecer sentado ao volante; apenas no fim do ano/início de 2023 o componente humano dessa equação poderá aguardar do lado de fora enquanto a manobra é concluída.

Por outro lado, é difícil negar a utilidade do assistente de manobras com reboque - embora várias marcas já ofereçam essa função, inclusive em modelos bem mais baratos.

Nas demais funções centrais de condução autônoma, é bom saber (e também algo esperado em um veículo de luxo em 2023, como a própria BMW o classifica) que o X7 consegue conduzir-se por alguns segundos em autoestrada e também trocar de faixa.

Sistema operacional 8

Por dentro, a evolução salta aos olhos. A BMW instalou a geração mais recente do seu sistema de infoentretenimento - o OS8, com dois grandes displays integrados: o quadro de instrumentos de 12,3” e a tela central de 14,9”, voltada ao motorista - estreada no iX.

Felizmente, o seletor giratório com função de pressionar, responsável por comandar boa parte das funções, foi mantido. Ainda assim, os gráficos parecem exagerados em alguns momentos: ao selecionar a climatização dos bancos, por exemplo, fica claro que mais sobriedade visual em ajustes importantes ajudaria a tornar o uso mais simples e rápido.

Já os bancos com pouco apoio lateral na versão xDrive40i tendem a não agradar muita gente, em qualquer região do mundo (até porque essa característica não transmite a sensação de “autoridade”), especialmente em um veículo cujo preço de entrada fica perto de 120 mil euros.

Evolução nos motores

Se existe um terreno em que a BMW costuma ser referência na indústria, é o das motorizações. Aqui, os engenheiros do Centro de Pesquisa e Inovação fizeram o máximo para elevar o nível.

Há um novo V8 biturbo de 4,4 l, capaz de entregar até 530 cv (X7 M60i xDrive), além de um novo seis cilindros em linha que aumenta a potência máxima de 333 cv (do antecessor) para 380 cv.

Ambos os conjuntos trazem um motor elétrico de 12 cv e 200 Nm integrado à transmissão automática de oito marchas - um híbrido leve de 48 V. O principal objetivo é ajudar a reduzir o consumo, sobretudo em arrancadas, acelerações intermediárias e momentos em que o X7 roda sem carga (ou com baixa carga) no acelerador, situações em que o motor a combustão é desligado.

Nesse ponto, vale mencionar também que, pela primeira vez, a BMW utiliza um óleo de baixa viscosidade (0W 12). “Estamos muito perto da água”, brinca Emanuel Nicolardi, engenheiro responsável pelo desenvolvimento dos motores.

Nicolardi demonstra orgulho particular com o consumo médio homologado do X7 xDrive40i: 10,6 l/100 km, especialmente por se tratar de um SUV de 2,5 toneladas. E, para quem busca médias menores, haverá também uma alternativa a diesel (X7 xDrive40d).

Para chegar a esse resultado, o seis cilindros em linha de 3,0 l trabalha segundo o ciclo Miller, caracterizado, entre outros fatores, por um tempo mais curto de abertura das válvulas de admissão.

É natural que entusiastas de condução mais esportiva fiquem um pouco receosos ao ouvir “Miller”, já que esse nome não é conhecido por favorecer desempenho de alto nível, nem grande elasticidade.

Mas, considerando que o X7 não oferece versão híbrida com recarga externa, trata-se de uma solução para controlar o consumo. Além disso, o motor elétrico tem força suficiente para compensar uma possível resposta menos imediata do motor a combustão - algo percebido ao longo de cerca de 120 km ao volante na Carolina do Sul, entre Greenville e Spartanburg.

Competência dinâmica…

A boa integração com o câmbio rápido e suave ajuda não só a garantir acelerações em ótimo patamar (a referência de 5,8s de 0 a 100 km/h já dá uma noção do que se tem em mãos), como também contribui para retomadas bem ágeis.

Para isso, a função de redução forçada do câmbio - capaz de baixar duas ou três marchas quando se pisa fundo no pedal direito - cobre com facilidade as necessidades mais urgentes de desempenho.

Mesmo assim, motoristas mais exigentes podem sentir que o motor perde um pouco o fôlego em rotações mais altas…

Já ao dirigir o X7 M60i xDrive, o mais forte da gama, fica claro desde o início que o V8 lida com mais tranquilidade com o peso adicional sobre o eixo dianteiro. Isso também se reflete em um comportamento mais eficiente nas curvas, em parte graças ao uso de um diferencial autoblocante no eixo traseiro.

Ainda assim, aparece certa tendência a abrir a trajetória quando se força o ritmo em curvas mais fechadas - algo desejado pelos próprios engenheiros de chassi, para que as reações de um SUV com mais de cinco metros sejam mais intuitivas de controlar. E, claro, tudo acontece mais rápido, muito mais rápido, acompanhado por uma sonoridade do V8 à altura.

A direção é calibrada de forma mais leve do que em outros BMW recentes. Isso vai agradar alguns e desagradar outros, mas pode contemplar um público mais amplo: é bem leve nos modos Eco e Comfort e fica mais pesada no Sport - sem exageros.

Já a suspensão pneumática de duas câmaras (padrão no M60i) consegue controlar bem os movimentos da carroceria, auxiliada pelas barras estabilizadoras elétricas de 48 V (também padrão no M60i). O resultado é fazer com que as reações do SUV pareçam mais naturais do que em algumas soluções de concorrentes.

… exceto em dois casos

Nesta unidade do X7 M60i equipada com rodas gigantes de 23” - as maiores já usadas pela BMW em um automóvel de produção em série - e pneus de perfil baixo, o conforto de rodagem é frequentemente prejudicado por irregularidades do asfalto e até por lombadas.

Outro ponto em que a BMW não acertou tão bem quanto em alguns elétricos da marca é a progressividade do pedal de freio. Como ocorre na maior parte dos elétricos e híbridos com recarga externa do mercado, nos primeiros 25% do curso do pedal a desaceleração é praticamente inexistente; o efeito de frenagem só se torna perceptível a partir daí.

Isso é pouco comum em um BMW, ainda mais considerando o excelente funcionamento do sistema de freios do i4 totalmente elétrico - que poderia ter “dado alguns conselhos” a este X7, mesmo levando em conta a massa e as dimensões bem maiores do SUV.

Quanto custa?

O BMW X7 reestilizado já está disponível por aqui com três motorizações:

  • X7 xDrive40i - 119 000 euros;
  • X7 M60i xDrive - 174 000 euros;
  • X7 xDrive40d - 134 500 euros;

Especificações técnicas

BMW X7 xDrive40i

Item Dados
Motor
Arquitetura 6 cilindros em linha
Posicionamento Dianteiro longitudinal
Capacidade 2998 cm³
Distribuição 2 a.c.c., 4 válv./cil., 24 válvulas
Alimentação Inj. direta, dois turbos, intercooler
Potência 381 cv entre 5200-6250 rpm
Binário 520 Nm entre 1500-5200 rpm
Motor Elétrico
Potência 9 kW (12 cv)
Binário 200 Nm
Rendimento Máximo Combinado
Potência Máxima Combinada 381 cv
Binário Máximo Combinado 540 Nm
Transmissão
Tração Às 4 rodas
Caixa de Velocidades Automática de 8 vel.
Chassis
Suspensão FR: Independente de duplos triângulos sobrepostos; TR: Independente de multibraços (5)
Travões FR: Discos ventilados; TR: Discos ventilados
Direção / Voltas ao volante Assistência elétrica progressiva/N.D.
Diâmetro de viragem 13,0 m
Dimensões e Capacidades
Comp. x Larg. x Alt. 5,181 m x 2,0 m x 1,835 m
Entre eixos 3,105 m
Bagageira 326-750-2120 l
Depósito 83 l
Massa 2490 kg (EU)
Rodas FR: 275/50 R20; TR: 275/50 R20
Ângulos TT Ataque: 25,0º; Saída: 22,2º; Ventral: 19,8º
Distância ao solo 221 mm
Capacidade de vau 500 mm (7 km/h)
Prestações, Consumos, Emissões
Velocidade máxima 250 km/h
0-100 km/h 5,8s
Consumo misto 9,6-10,6 l/100 km
Emissões CO2 217-240 g/km

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