Os números são da Mercedes-Benz. Só 1% dos donos de um Mercedes-Benz Classe G realmente colocam o carro na terra; na prática, os outros 99% ficam restritos ao asfalto. “É uma pena que assim seja”, comentou com a gente um dos responsáveis pelo G-Class Experience Center - um espaço aberto pela Mercedes em 2020 e que, todos os dias, tenta mudar esse cenário.
“É um bom problema. Gostávamos que todos os nossos clientes experimentassem aquilo que um Classe G é capaz de fazer”, disse esse responsável enquanto organizava o briefing de mais um grupo de participantes.
A poucos minutos de Graz, na Áustria, a área de 100 mil m² lembra um campo de testes. Só que, na prática, funciona como um parque de diversões, com mais de 40 exercícios criados para colocar as capacidades dinâmicas do Classe G à prova.
A gente foi até lá e mostrou tudo neste vídeo:
Quanto custa e o que dá para fazer no G-Class Experience Center
É uma vivência aberta a qualquer pessoa - e o valor, como explicamos no vídeo, muda conforme o programa escolhido e a quantidade de participantes. Além da parte off-road, também dá para configurar o seu Classe G por lá e ainda retirar o pedido diretamente na fábrica.
Quer uma dica? Separe algumas horas para “brincar” no configurador. Existem mais de 20 mil cores disponíveis e mais de um milhão de combinações possíveis.
É assim desde 1979
Se a Mercedes-Benz decidiu construir o G-Class Experience Center nesse endereço, há um motivo bem objetivo: a poucos quilômetros dali fica a fábrica onde o Classe G é produzido sem interrupções e, desde 1979, na mesma linha de produção.
Foi justamente em 1979 que a Mercedes-Benz apresentou esse modelo, cujo nome vem da palavra alemã Geländewagen (em tradução livre, veículo todo o terreno). No total, já foram produzidas mais de 500 mil unidades do Classe G ao longo de 45 anos.
E, como eu explico no vídeo, na essência o Classe G quase não mudou. Já a forma como ele é usado mudou muito.
Mesmo assim, nada disso parece ter apagado a essência do Classe G: ele segue pronto para cruzar qualquer continente de ponta a ponta sem precisar encostar no asfalto. Agora, claro, com mais conforto - mérito da evolução tecnológica. Mas, curiosamente, a nossa experiência começou no asfalto…
Não é apenas um centro todo o terreno
Para a Mercedes-Benz, o objetivo do G-Class Experience Center é direto: fazer com que clientes e futuros clientes da marca sintam, na prática, do que esse modelo é capaz. Só que, como explicou um dos responsáveis pelo programa, “não se trata apenas de uma experiência off road”. “Queremos sobretudo partilhar a história e a essência do Classe G com os nossos clientes”.
E essa experiência também aparece nos detalhes: os participantes são organizados em grupos, para que possam trocar percepções ao longo do trajeto. No fim, todo mundo recebe um certificado que comprova que faz parte daqueles 1% que já tiraram o Classe G do asfalto.
Além disso, é possível montar ali mesmo o Classe G “dos sonhos” e formalizar a encomenda com retirada na fábrica. Há uma sala onde dá para ver, tocar e escolher materiais e componentes personalizáveis do G. Como mostramos no vídeo, as opções são muitas. Só a carroceria oferece mais de 20 mil cores.
Ainda assim, a espera pode ser relativamente longa. Depois de 45 anos, o Classe G continua com uma demanda enorme e a fábrica - que não usa robôs (o que poderia encurtar o tempo de produção) - segue priorizando o cuidado do trabalho manual.
De todo modo, a parte mais difícil é escolher - como dá para ver nos primeiros minutos do vídeo. Diesel, gasolina ou 100% elétrico fica ao seu critério.
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