A Ford reconheceu há pouco tempo que foi “demasiado ambiciosa” ao apontar para uma gama 100% elétrica na Europa até 2030. Ainda assim, a marca não mudou de direção: a eletrificação total continua no radar - só deve acontecer num ritmo mais lento.
Depois de já ter ocupado os segmentos médios com o Mustang Mach-E, o Explorer e, mais recentemente, com a apresentação do Capri, o próximo passo passa por descer de patamar. A fabricante já confirmou, inclusive, que está a trabalhar numa nova plataforma voltada a carros elétricos mais baratos.
O que já sabemos?
Ainda há poucas informações oficiais sobre a arquitetura em si e sobre quais modelos vão nascer dela. Mesmo assim, Marin Gjaja, diretor de operações da divisão Model E (elétricos) da Ford, adiantou que o primeiro veículo baseado nessa plataforma deve chegar no fim de 2026 ou no começo de 2027.
“A chave para nós é sermos acessíveis, diferentes e rentáveis.”
Marin Gjaja, diretor de operações da divisão Model E da Ford
Lançamento e mercados prioritários
Segundo Gjaja, os Estados Unidos da América (EUA) serão o primeiro mercado a receber a novidade. Ainda assim, ele reforçou que “não há razão para que esta plataforma não seja capaz de criar produtos para a Europa também”, esclareceu..
Onde a plataforma elétrica barata da Ford pode se encaixar
A partir daí, o cenário é mais de suposições. Entre 2026-27, abaixo do Explorer, o único modelo previsto na gama será o Puma. O Fiesta saiu de linha em 2023, e o Focus deve ter a produção encerrada em 2025.
Por isso, essa base pode servir tanto para sustentar a segunda geração do menor crossover da Ford quanto, hipoteticamente, para dar origem a novos modelos que assumam o espaço deixado por Fiesta e Focus.
Baterias LFP como peça-chave de custo
Gjaja também confirmou a adoção de baterias LFP (fosfato de ferro-lítio). A Ford calcula que elas sejam até 30% mais baratas - embora com menor densidade energética - do que as baterias de iões de lítio NMC (níquel, manganês, cobalto). “É uma tecnologia muito mais acessível e é também muito durável”, afirmou.
A ligação à Tesla
Vale lembrar que o investimento nessa plataforma não surge do nada: o tema já tinha sido citado no começo do ano por Jim Farley, CEO da marca.
A engenharia dessa nova base está sob a liderança de Alan Clark, ex-engenheiro da Tesla, que conta com uma equipe de 300 pessoas. Ele foi o responsável por liderar o desenvolvimento do Model Y, que, em 2023, foi o carro mais vendido do mundo.
Além de Clark, o time reúne profissionais com passagem por Rivian, Apple e até pela Fórmula 1, na área de aerodinâmica.
“(…) O objetivo é tentar construir a plataforma de automóveis elétricos mais eficiente do planeta.”
Marin Gjaja, diretor de operações da divisão Model E da Ford
Fonte: Autocar
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