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Tesla apresenta a TeraFab: megafábrica de chips com “melhoria recursiva rápida”, diz Elon Musk

Equipe de engenheiros discutindo projeto holográfico em laboratório com braços robóticos industriais ao fundo.

“Em nenhum lugar do mundo existe algo parecido”, disse Elon Musk

A Tesla revelou hoje o conceito da TeraFab - uma fábrica gigantesca voltada à produção de processadores e sistemas em um único chip (SoC). Parte dos analistas imaginava que essa megafábrica poderia surgir em parceria com alguma empresa já experiente na fabricação de chips (como a Samsung, que mantém um grande contrato com a Tesla), mas, pelas declarações de Musk, a operação deve ser totalmente independente. Um ponto central do projeto é a adoção de um modelo de “melhoria recursiva rápida”.

O que é a TeraFab da Tesla

A proposta é reduzir ao máximo o tempo entre desenhar um chip, produzir um lote piloto, testar e aplicar correções já na versão seguinte. Na visão de Musk, essa verticalização profunda encurtaria significativamente o ciclo de evolução dos processadores próprios da Tesla e de empresas ligadas ao ecossistema da companhia.

Como funciona o ciclo de “melhoria recursiva rápida”

O próprio Elon Musk descreveu a ideia assim: “Pelo que sei, em nenhum lugar do mundo existe algo parecido, onde haja tudo o que é necessário para criar lógica, memória, empacotamento, testes, fabricação de máscaras, o aperfeiçoamento dessas máscaras e assim por diante, em um ciclo contínuo. Dessa forma, em um único prédio podemos criar uma máscara, fabricar o chip, testar o chip, fabricar outra máscara e obter um ciclo recursivo incrivelmente rápido para melhorar o design do chip”.

Vale lembrar que fabricantes contratadas (como a TSMC) não precisam operar nesse formato, porque o foco delas é a produção em si. Ao mesmo tempo, a Tesla ainda não tem nada equivalente hoje, já que a TeraFab, por enquanto, existe apenas como projeto.

Processo de 2 nm e os chips AI5 como primeira grande aposta

A TeraFab deve mirar nós de fabricação de ponta - presumivelmente, na faixa de 2 nm. O primeiro produto de peso do complexo deve ser a linha de chips AI5, que a Tesla pretende empregar no Full Self-Driving, em robotáxis e nos robôs humanoides Optimus. Para essas aplicações, a expectativa é reservar cerca de 20% da capacidade computacional produzida. Ainda assim, não há uma data definida para a conclusão da construção e o início efetivo da fabricação dos chips.

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