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A história emocionante de Naoko Nishimoto e do Mazda RX-7 FD após 25 anos

Carro esportivo amarelo com design clássico em exposição interna, sobre piso brilhante refletivo.

O universo dos carros ainda rende histórias que mexem com qualquer entusiasta - e uma das mais marcantes é a de Naoko Nishimoto, uma japonesa de 80 e poucos anos que vive na cidade de Nagasaki, e do Mazda RX-7 FD que esteve ao lado dela nos últimos 25 anos.

A despedida de Naoko Nishimoto ao volante

Dois anos antes de completar 80 anos, Nishimoto entendeu que tinha chegado a hora ideal de encerrar um ciclo de quase seis décadas dirigindo. Ela havia tirado a habilitação aos 21 anos e, agora, decidiu se afastar da rotina ao volante.

Ao mesmo tempo em que comunicou a devolução da habilitação, Nishimoto contou que também se desfaria do seu querido Mazda RX-7. A repercussão foi enorme: mais de 400 pessoas entraram em contato querendo ficar com o carro.

No meio de tantas ofertas, porém, uma proposta se destacou de um jeito muito especial: a feita pela própria Mazda.

“Ao ler o email do representante de comunicação da Mazda em Tóquio, onde referia ‘Queremos continuar a transmitir a sua brilhante história de vida e dar energia às pessoas’, pensei: ‘É isto! Não há outro lugar possível.’”
- Naoko Nishimoto

Para marcar a ocasião como ela merecia, foi realizada uma cerimônia de entrega - só que, desta vez, invertendo o roteiro comum: a dona do veículo foi quem o devolveu à marca, 25 anos depois de tê-lo comprado.

Por que um Mazda RX-7?

Se alguém tentasse adivinhar quem dirige um Mazda RX-7, dificilmente colocaria uma japonesa octogenária no topo da lista. É justamente aí que essa história ganha ainda mais força.

Quando o carro anterior dela - um Toyota Corona Coupé - passou a sofrer nas várias subidas da região onde mora, perdendo desempenho, Naoko Nishimoto concluiu que era hora de trocar de veículo e começou a buscar opções.

Ela sempre preferiu esportivos de duas portas, mas, em 1999, já perto dos 55 anos, não encontrou nenhum modelo que realmente chamasse sua atenção.

Initial D e o Mazda RX-7 FD

Foi assistindo ao anime “Initial D” - que começou a ser exibido em 1998 - que Nishimoto descobriu o Mazda RX-7 (FD, a terceira geração). Segundo ela, foi “amor à primeira vista”.

Ela contou ao filho que aquele era o carro que queria dirigir. Depois de ouvir dele que o modelo era um Mazda, bastou ir até uma concessionária e comprar um imediatamente.

Entre os motivos de apego ao RX-7, Nishimoto ressalta o som do manuseio do câmbio - exatamente como se lembrava de “Initial D”. E acrescenta ainda “a sensação de estar colada ao chão e de deslizar suavemente como algo indescritível, uma sensação única de liberdade. É mesmo incrível, quase dá vontade de gritar ‘bravo!’”, diz Nishimoto.

Peça de museu

Mesmo tendo sido usado quase todos os dias e também em viagens mais longas, esse Mazda RX-7 ainda nem chegou a 80 mil quilômetros. Para completar, o visual parece estar praticamente impecável: sem marcas ou riscos na carroceria e com um interior que aparenta estar irrepreensível.

Só por tudo o que carrega de história, esse Mazda RX-7 teria lugar garantido em qualquer museu - de preferência (torcemos) mantendo sua placa original com o número “7”. Essa mesma placa foi emoldurada e entregue a Naoko Nishimoto no dia do seu 80.º aniversário, junto com uma carta do presidente da Mazda, Masahiro Moro.

“Tenho a certeza de que ainda se lembra vividamente da alegria do momento em que escolheu o brilhante RX-7 prateado. É uma grande honra para todos nós na Mazda podermos ter trazido alguma cor à vida de Nishimoto-san com o RX-7.”
- Masahiro Moro, presidente da Mazda

Próximo destino: Hiroshima e Yokohama

O Mazda RX-7 seguirá para Hiroshima, onde passará por uma inspeção completa. Depois disso, o carro será enviado a Yokohama para servir como veículo promocional da marca japonesa.

Ainda no dia do aniversário, Naoko Nishimoto também cumpriu o que havia prometido (e se proposto): entregou sua habilitação nas instalações da polícia de Nagasaki.

Talvez esse não seja o final que pareceria perfeito para quem ama carros, já que simboliza o encerramento de uma era. Mas, sendo essa a vontade de Naoko Nishimoto, resta admirar o percurso dela - e o do seu Mazda RX-7.

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