No universo da Mercedes-Benz, poucas letras têm um peso histórico e simbólico tão grande quanto a letra “G”. Só que aquilo que por décadas serviu para identificar um único modelo está perto de ganhar um papel bem mais amplo: virar uma sub-marca com vários carros, nos moldes do que já acontece com a AMG e a Maybach.
O primeiro passo dessa estratégia será um Mini-G - nome definitivo que ainda não foi divulgado. Markus Schäfer, diretor técnico da Mercedes-Benz, descreve o projeto como algo singular e com personalidade própria. A ideia é usar muitos componentes exclusivos e compartilhar pouco com o “irmão” maior, justamente para garantir uma identidade diferenciada.
Um Classe G em escala menor? Não exatamente
Quando o assunto é tamanho, o Mini-G aparece claramente mais curto e mais baixo do que o Classe G tradicional, mas o DNA do modelo continua ali. Mesmo com a camuflagem, dá para notar os faróis redondos encaixados em uma frente alta e bem vertical.
Ainda assim, há mudanças importantes: os famosos “piscas” posicionados sobre os para-lamas não aparecem nesse protótipo. Tudo indica que eles serão incorporados aos conjuntos ópticos, deixando a “face” com visual mais limpo.
De acordo com Gorden Wagener, o (ainda) chefe de design da marca de Stuttgart (ele deixa o cargo em 31 de janeiro), o Mini-G foi pensado para transmitir uma imagem mais jovem e atual. As fotos-espia mostram que, apesar das proporções quadradas, as quinas ficaram mais arredondadas e surgiram detalhes inéditos, como pequenas janelas traseiras em formato triangular.
Vai ser exclusivamente elétrico?
As especificações técnicas ainda não foram divulgadas, mas uma coisa é certa: ele será elétrico. A dúvida é se será apenas elétrico. Durante o anúncio oficial do modelo no Salão de Munique de 2025, Ola Källenius, diretor-executivo da Mercedes-Benz, deixou em aberto a possibilidade de outras motorizações.
Como a procura pelo Classe G 580 (elétrico) ficou abaixo do esperado, a Mercedes-Benz pode estar revisando o plano. Por isso, não dá para descartar versões a combustão ou híbridas.
O que já está esclarecido, porém, é a base do projeto. Num primeiro momento, circulou a hipótese de o Mini-G usar a plataforma do novo CLA (MMA), para aproveitar economias de escala. Agora, sabemos que não será assim.
A solução escolhida pela Mercedes traz custos extras, porque será exclusiva - e Schäfer a definiu como um “chassis de longarinas e travessas em miniatura”. Não será uma arquitetura pura de carroceria sobre chassi como no Classe G que conhecemos, mas a marca garante que a suspensão e o tamanho das rodas foram pensados para entregar capacidade fora de estrada à altura do legado do icônico 4x4.
Quando chega?
O que isso significa no uso real? Só vamos ter certeza quando ele chegar às ruas. Mesmo com essa proposta um tanto única, o Mini-G já tem um concorrente forte a caminho: um “baby” Defender da JLR, que também já foi flagrado em testes. Ora veja:
Quanto ao Mercedes-Benz Mini-G, a estreia no mercado está prevista para 2027, embora tudo indique que a apresentação oficial aconteça ainda em 2026.
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