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Saab apresenta o RBS 70 na Expodefensa 2025 em Bogotá

Soldado em uniforme camuflado ajoelhado mirando com rifle de precisão montado em tripé em área urbana.

Saab na Expodefensa 2025 em Bogotá

Durante a Expodefensa 2025, feira realizada em Bogotá, capital da Colômbia, a sueca Saab levou ao evento seu produto mais conhecido - o Gripen, que já foi adquirido por dois países da América Latina. Ao lado do caça, porém, a empresa também exibiu uma tecnologia que pode atender às demandas de diversos países do continente em defesa aérea de curto alcance, tanto para a proteção de bases aéreas quanto de infraestruturas vitais.

O que é o RBS 70 e como surgiu

O RBS 70 é um sistema portátil de defesa antiaérea (MANPADS) de curto alcance, de origem sueca, concebido para engajar alvos em quaisquer condições meteorológicas.

Seu desenvolvimento começou na década de 1960, motivado pela necessidade do Exército sueco de contar com uma solução de defesa antiaérea de curto alcance que fosse de baixo custo, altamente móvel e com baixa demanda de manutenção. O sistema entrou em serviço em 1977, sendo apontado como o primeiro de sua categoria no mundo.

Guiagem a laser e emprego em campo com o RBS 70

Entre os aspectos que o diferenciam, destaca-se o método de guiagem por laser (Laser Beam Rider): em vez de depender de guiagem infravermelha ou por radar, o míssil acompanha um feixe de laser mantido pelo operador sobre o alvo. Essa característica o torna muito resistente a contramedidas.

Ao mesmo tempo, o conceito do equipamento prioriza portabilidade, custo reduzido e operação simples - com a possibilidade de ser transportado e instalado em menos de 30 segundos.

RBS 70 NG e míssil BOLIDE (Mk 4)

Para a feira internacional, a Saab apresentou a versão mais atual, a NG, com alcance de até 8-9 km e cobertura em altitude superior a 5.000 metros, alcançando velocidades de até Mach 2. O conjunto é acompanhado pelo míssil mais avançado da família, o BOLIDE (Mk 4).

A principal novidade do pacote está na integração de uma mira de última geração, com imagem térmica em alta definição e rastreamento automático. Isso auxilia o operador a manter o feixe de laser sobre o objetivo e eleva a probabilidade de derrubada.

Usuários do sistema e adoção na América do Sul

Entre os operadores do sistema, estão, por exemplo, Suécia, Alemanha, Austrália, Irã, Letônia, Paquistão, Ucrânia e Tunísia.

Na América do Sul, ele é empregado por:

  • Venezuela: onde teria conseguido a derrubada de um OV-10 Bronco durante uma tentativa de golpe de Estado e, mais recentemente, passou por reparos e retorno à operação.
  • Argentina: que adquiriu o sistema em 1984 para reforçar suas capacidades antiaéreas de curto alcance; posteriormente, em 2022, diante da necessidade de padronização, comprou a versão NG.
  • Brasil: que assinou seu primeiro contrato em 2014, na versão RBS 70 Mk II, e consolidou o uso em 2018 com a chegada da versão NG.

O que o RBS 70 pode representar para a defesa antiaérea da Colômbia

Trata-se, portanto, de uma oferta relevante para elevar a capacidade antiaérea das Forças Militares da Colômbia - ainda mais após a aliança do país com a Saab. Isso ganha peso ao considerar que a defesa antiaérea colombiana dispõe apenas de cerca de 60 mísseis Stinger adquiridos em 2015 e de 80 mísseis Mistral usados pela Marinha em suas fragatas (embora recentemente tenham sido observados em plataformas terrestres), comprados em 2000.

Esse cenário se acentua pelo fato de ter ficado indefinido o contrato com a IAI Israel Aerospace Industries para a chegada do Barak, que aparenta ter sido cancelado por razões políticas.

Diante disso, a avaliação dos dirigentes deve levar em conta que o sistema RBS poderia entregar capacidades destacadas e ainda permitir uma padronização para todas as forças - e que, trabalhando em conjunto com a Saab, seria possível alcançar um desenvolvimento ainda maior das potencialidades nacionais.

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